quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Semana pesada... Então você sai para cuidar de você. Afinal, é o que merece... e tem aquelas que sempre fazem mais efeito... aquelas que parecem feitas para você naquele momento. A de hoje é justamente "Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jámas".
Pôr-do-sol...foi por um simples esbarrão da vida. Aquelas coisas que acontecem de forma tão subjetiva que você nem percebe que já está ali, cara a cara com o astro rei. Ele desce aos seus pés anunciando que se prepara para um novo dia e que você deve fazer o mesmo.
Mas os dias estão estranhos...cadê seu mundo? Compra um CD do Legião. Só para ouvir sozinho. Se esconde nas prateleiras das livrarias, ouve a conversa de um casal que busca um livro para uma garota de 17 anos...você não consegue deixar de palpitar né? Indica "O Pequeno Príncipe"... o homem não gosta muito da ideia, mas você contra argumenta que se todas as pessoas tivessem este livro na cabeceira de suas camas, elas amariam mais e de uma forma mais pura, mais singela, mais verdadeira... Ela ama...fica para conversar mais um pouco...ele dá uma volta a mais na livraria, mas volta concordando que a garota de 17 anos poderia gostar de ter um livro assim e espera sinceramente que a irmã entenda que o essencial é invisível aos olhos e que as pessoas devem ser cativadas.
Você sai com o CD do Legião em mãos...percebe que justamente aquele CD tem aquela música...
Sabe, acho que as pessoas as vezes não percebem o despertador...você abre os olhos, mas continua ali, dormindo...ouve canções de amor, mas não ama...
E, afinal, endureço. Continuo terna...e assim pretendo ser sempre, se eu me permitir!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tão bom...



Pegar na tua mão e sair por aí... sentir teus lábios nos meus a todo instante... se apaixonar.
Relembrar do segundo em que nos vimos pela primeira vez...retomar os passos daquele dia... Gosto de sentar contigo, deitar no teu abraço e falarmos sobre como foi a conquista.
Mesmo depois de tanto tempo, te ouvir falar sobre isso como se fosse ontem, me faz brilhar o sorriso. Tão bom te ter aqui hoje... depois de tanto tempo, tudo dar certo entre a gente...tão bom sentir a saudade que se sabe logo passar pois juntos estaremos. Tão bom matar a saudade que fica até daquele momento em que um se ausentou para ir tomar banho...
Bom te ter perto, te sentir... Bom deitar em teu peito e sentir teu coração vibrando. Bom te ver dormir, bom sentir tua respiração...bom ouvir tua voz.
Uma das melhores coisas que tem é te olhar e sentir tua reciprocidade. É te ver pedindo beijo a cada 5 segundos...é sentir teu abraço a cada vez que percebe que to saindo da sintonia. É sentir que nós dois juntos somos felizes e que você gosta de mostrar isso a todos que estão a nossa volta. Dar risada na beira da praia, brincar de túnel do vento, ouvir você contar do jogo, das confusões... dar risada de si mesmo...me testar sobre a Linha do Equador, sobre a energia eólica e a degradação ambiental e desenhar catetos para que eu diga qual a hipotenusa...isso tudo dentro do teu sorriso...
Você acarinhar meus pés com os seus...dar um milhão de beijinhos antes de cair no sono...dar mais um milhão de beijinhos antes de levantar da cama...
Tão bom me inspirar para escrever sobre o quanto você me faz bem te ouvindo cantar aqui para mim...e te ver assim, deitado tocando violão e cantando músicas de amor enquanto te olho, me faz agradecer a Deus a cada momento aqui do teu lado...
Garopaba, fevereiro/2012.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cartas de amor



"Todas as cartas de amor são ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas...mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas." - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Quanta sensibilidade, dolorosa sensibilidade, Álvaro de Campos manifesta nestas palavras. Porque só quem escreve cartas de amor sabe o que elas carregam. Aquelas ridículas cartas de amor, por vezes manchadas com lágrimas, aquelas ridículas palavras adocicadas, palavras que só quem ama tem a coragem de dizer, de escrever, de marcar... Cartas de amor escritas no próprio corpo, na pele de quem ama... cartas de amor que nunca foram entregues. Cartas de amor que carregam a doçura e a dor. Cartas daqueles que esperam e daqueles que são esperados. Te dou um algodão doce no meio do parque e ali você percebe quão doce posso ser...
Ridículas cartas de amor, ridículas atitudes de amor...ridículas demonstrações de afeto... Tchubaquinhas, bigurrilhos, xuxuzinhos, coração, mimimis de apelidos...ridículos apelidos que o amor constrói.
E isso tudo, de tão ridículo, se torna delicioso! Por que, afinal, só quem nunca passou por isso é que é ridículo. Ou melhor, quem se priva disto, destas coisas que o amor permite, é que se torna ridículo, já dizia Álvaro de Campos. Delícia receber cartas de amor...delícia ver nos olhos de quem as recebe a emoção de sentir-se amado! Delícia de ver que em uma multidão, aquele ser do teu lado te percebe e te quer ali! Delícia saber que o ser amado quer mesmo aquelas demostrações públicas de afeto. Delícia encontrar um olhar no meio de mil olhares e saber que aquele lugar ali do teu lado está mesmo guardado para ele. Delícia é ser amado eternamente, incondicionalmente e infinitamente...e saber que isso vai ser sempre assim, pq apesar de sermos ridículos aos olhos de quem não ama e muitos julgarem isso como um erro, os amores sabem-se verdadeiros e só buscam uma brecha no espaço e no tempo para se identificarem no ciclo da vida.
Por isso as cartas de amor são assim: ridiculamente doces e apaixonadas. Porque quem as escreve sabe que está escrevendo no meio da alma de alguém. Quem as escreve sabe que está guardando ali naquele coração um pedaço seu e seu mais nobre sentimento. Nada substitui as cartas de amor...os bilhetes no caminho, os recados escondidos pela casa. Nada substitui sentimento das cartas de amor!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tempo x planos





-Calma! Eu tenho um plano!

Ela dizia sentada no meio-fio da calçada e olhando o sol enquanto este parecia adormecer.
Ele coçava o queixo buscando uma sensação, a olhava e rapidamente voltava seus olhos para o horizonte a retrucando:

-Agora não tem como...só em uns dois anos de repente...

Dois anos era muito tempo... Sua felicidade urgia, gritava por aquele momento...pela concordância sensata e leal dele. Afinal, ela tinha um plano. Mas o detalhe fatal é que o plano era dela, e não dele!
Contorcionista do amor, não criava mais fábulas...procurava acabar também com a criação das expectativas.
Guardou projetos no fundo de uma gaveta sem fundo. Empacotou os sonhos para viagem e decidiu que para vender sonhos, ela também deveria crer que eles são altamente realizadores e possíveis.



domingo, 15 de janeiro de 2012

Tendo a Lua - Pitty e Paralamas



Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Querendo ver o mais distante e sem saber voar
Desprezando as asas que você me deu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu
Eu hoje joguei tanta coisa fora
E lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012



Amar? ... se aprende!!!
Amor? ... se sente!!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



Não faz sentido algum uma moça alegre, ser triste.
Só uma coisa faz sentido...o sentir... mas e agora? O que sinto???
As reticências não estão mais no final...estão no meio. E no meio disso tudo, estou eu.